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De quem é a responsabilidade pela imagem e reputação da mineração?

Já virou um refrão em todos os encontros e eventos do setor mineral: “Precisamos nos comunicar melhor”. Essa frase é frequentemente repetida por empresas, empresários, estudantes e instituições, mas geralmente é acompanhada por uma transferência de responsabilidade.


Embora não pareça intencional, cria-se a impressão de que todos esperam que o “outro” assuma essa tarefa, em vez de tomarem a iniciativa eles mesmos. Esse ciclo de responsabilidade diluída impede avanços significativos e mantém o setor estagnado em termos de imagem pública.


O que se torna evidente é uma dura realidade: o setor luta com uma deficiência fundamental em comunicação. Não por falta de vontade, mas por uma compreensão insuficiente de que a comunicação eficaz requer habilidade e treinamento especializado. 


Em muitos casos, a comunicação é vista como uma habilidade periférica, e não como a especialidade crítica que realmente é. E foi essa visão que nos colocou nesta situação!

 

A falta de profissionais de comunicação formados e integrados nos processos do setor não apenas limita nossa capacidade de dialogar com o público, mas também diminui nossa eficácia em construir relacionamentos de confiança e de longo prazo com a sociedade em geral.


A solução passa por reconhecer e valorizar a comunicação como uma disciplina essencial, investindo em um grande plano de comunicação que envolva todo o setor. Precisamos de estratégia, recursos adequados e, o mais importante, de profissionais qualificados que possam guiar essas iniciativas. É um investimento na reputação e sustentabilidade de um setor, não apenas uma despesa operacional.


Não podemos continuar apontando os erros e esperando que outra pessoa os resolva. É um trabalho que requer consciência, reconhecimento das limitações e um compromisso real com a mudança. 

Essa comunicação não é apenas sobre transmitir informações, mas sobre criar entendimento e aceitação. Para isso, precisamos de vozes que não apenas falem, mas que ecoem com clareza, precisão, empatia e estratégia.


No entanto, apesar dos desafios, há um caminho promissor à frente. Este plano ambicioso de transformação comunicativa necessita, sem dúvida, de investimentos financeiros substanciais e do engajamento de entidades governamentais e instituições. Porém, seu sucesso dependerá também da visão estratégica dos empresários do setor.


É essencial que eles não apenas financiem as iniciativas de sua agenda local, mas que também participem ativamente na criação de estratégias que ressaltem a importância da mineração para a sociedade.


Ao começar a traçar essas estratégias, os líderes do setor poderão inspirar uma mudança positiva e duradoura, construindo uma ponte de diálogo e compreensão entre a mineração e o público em geral.


Desta forma, estarão não só corrigindo percepções passadas, mas também pavimentando o caminho para um futuro em que a mineração é valorizada tanto por suas contribuições econômicas quanto por seu compromisso com as práticas sustentáveis e responsáveis. A jornada para uma comunicação efetiva é complexa, mas com compromisso e colaboração, será plenamente alcançável.



Texto por: Dani Villar

Sócia da Nano Biztools

Quer conversar: contato@nanobt.com.br

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