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O "S"​ dos ESG.


Environment, social, governance. Não é à toa que o S ficou no meio do ambiental e da governança. O S levanta questões de inclusão, equidade, diversidade, ações justas com os colaboradores e também com os parceiros do seu negócio. É ele quem faz essa liga, de ponta a ponta, é ele o responsável por unir a governança ambiental e corporativa. O S é a cola!

É preciso entender que a agenda social é uma das - senão a - questões mais importantes e prioritárias de se trabalhar. Ela é quem irá responder ao mercado e aos investidores, é por meio dela que seu produto será comprado (ou deixado na prateleira), é também pelo viés da agenda social que um profissional vai almejar fazer parte do seu time, ou não. O S precisa urgentemente deixar de ser item secundário no ESG, porque apesar de algumas empresas estarem avançando em suas práticas, estudos já revelam que existe um desafio de aderência, e muitas empresas ainda resistem às práticas ESG. Convido você a refletir sobre “onde a minha empresa está realmente atuando”, “o que efetivamente estamos fazendo… E não só falando”. O paulista Leontino Balbo Júnior, engenheiro agrônomo de 62 anos, presidente da marca de produtos orgânicos Native e especialista em agricultura sustentável, acredita que o greenwashing (lavagem verde) ainda está institucionalizado. Para Balbo, o que existe é apenas uma fachada: “Escutamos demais a frase isso é muito importante, nós temos uma agenda ESG, mas tem um assunto aqui mais urgente para tratar antes...É muito marketing e pouca ação”, disse ele em recente entrevista para a Folha de São Paulo.


Caso não mudemos as atuais práticas, não sairemos do patamar em que estamos. Não seremos sustentáveis de verdade, não iremos proteger o meio ambiente, não resolveremos questões climáticas. Seguiremos sendo um país onde as desigualdades são gigantescas. Nós, da Nano, atuamos em diversas comunidades, e acreditem, essas desigualdades são MUITO maiores do que você pode imaginar. Ainda mais se você estiver dentro do escritório. Desculpem, mas essa é a realidade. Para mudar isso, é preciso colocar o pé no chão, na terra, ir para dentro da comunidade, viver, se integrar, entender quais são as necessidades reais, quais são as dores e de que forma a empresa poderá construir - em conjunto com a sua região de atuação - práticas para que a vida seja melhor para todos.


Esse olhar precisa ser em parte da porta para dentro, e a outra parte da porta para fora. Necessariamente, precisa começar com a sua equipe e vir da alta diretoria. Precisa responder perguntas importantíssimas como quais são as políticas de diversidade que existem na minha empresa? E de inclusão? E de gênero? Quem são os meus fornecedores? Eles são locais? Estou comprando da comunidade que faço parte e que estou impactando? Estou sendo justo com meus fornecedores ou estou sufocando pequenas empresas, reduzindo suas margens? Caso perceba que sua empresa não está sendo justa e correta em todos esses itens, tenha certeza de que ela não está contribuindo para a redução das desigualdades.


O ESG não pode ser apenas uma sigla para chamar a atenção!

A questão ambiental influencia fortemente no negócio, mas a social segue com uma visão limitada sobre o quanto ela pode gerar esse impacto. Ter ações afirmativas antirracistas, de gênero e equidade são o início de uma longa jornada.


O que podemos entender é que estas três letras não desenvolveram ferramentas e pensamento crítico de forma igualitária. O S foi negligenciado por anos, e agora que o mercado cobra sua atuação, é que algumas empresas iniciaram um processo interno, educativo e muitas vezes falho, por não saber como lidar ou por ainda estar engatinhando.


Não basta minimizar os impactos negativos que o seu negócio produz, é necessário criar impactos positivos. Esse é o foco. O S torna-se realmente essa cola quando paramos de pensar em minimizar e passamos a falar em desenvolver.

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